Essas palavras são para um vento mudo...
Cruel existência essa minha. Porque estou tão feliz... Ah! Deus, como estou feliz. Feliz por perceber que meu jeito de ser não é único, não é louco, pra esse mundo que parece tão degringolado, mas não é. Feliz por perceber que minhas ideias não são apenas ideias, elas podem ser postas em prática, sem danos ao passado próximo. Feliz por ter encontrado a peça que procurava para se fazerem concretas minhas ideias sobre sentimentos, sobre o amor (mas longe de mim está a procura da definição, da redenção e da cura para o amor...).
Feliz, não por descobrir que eu estava certo a respeito do que sinto e do que me inquietava permanentemente, mas por mostrar que sentir assim É POSSÍVEL.
Feliz. Feliz. Feliz.
Por que é cruel minha existência?
Porque minha felicidade é condenável. Aos olhos ortodoxos do amor cartesiano. Às vistas sensatas de um mundo dualístico como o nosso. Trocando em miúdos, eles (ou vocês) não entenderiam essa minha felicidade. Teria outros nomes, que nem posso dizê-los aqui, menos felicidade. Nunca eles (ou vocês)pensariam: "Ele é feliz desse jeito". Por isso, preciso engolir minha felicidade, como se engole fogos de artifício, e tento parecer um ser vivente normal, que sente coisas normais. Sentimentos cruelmente normais.
No final, ninguém percebe o que está acontecendo... Porque antes da felicidade estar, era cruelmente infeliz, tentando fazer justamente a mesma coisa. Sentir coisas normais.
Será que, afinal de contas, é tudo igual?
Não sei se aguento segredar por muito tempo assim a felicidade...Porque segredar a tristeza, a gente está acostumado a fazer isso... Mas a felicidade? Não mesmo.
(Baixinho, mais baixo que um sussuro no vácuo) Tenho dito.
Feliz, não por descobrir que eu estava certo a respeito do que sinto e do que me inquietava permanentemente, mas por mostrar que sentir assim É POSSÍVEL.
Feliz. Feliz. Feliz.
Por que é cruel minha existência?
Porque minha felicidade é condenável. Aos olhos ortodoxos do amor cartesiano. Às vistas sensatas de um mundo dualístico como o nosso. Trocando em miúdos, eles (ou vocês) não entenderiam essa minha felicidade. Teria outros nomes, que nem posso dizê-los aqui, menos felicidade. Nunca eles (ou vocês)pensariam: "Ele é feliz desse jeito". Por isso, preciso engolir minha felicidade, como se engole fogos de artifício, e tento parecer um ser vivente normal, que sente coisas normais. Sentimentos cruelmente normais.
No final, ninguém percebe o que está acontecendo... Porque antes da felicidade estar, era cruelmente infeliz, tentando fazer justamente a mesma coisa. Sentir coisas normais.
Será que, afinal de contas, é tudo igual?
Não sei se aguento segredar por muito tempo assim a felicidade...Porque segredar a tristeza, a gente está acostumado a fazer isso... Mas a felicidade? Não mesmo.
(Baixinho, mais baixo que um sussuro no vácuo) Tenho dito.
Eu entendo... hehe (será que sou o único?)
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